quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dez Lírios D'Primavera



Dez Lírios D’Primavera

Um fazia meu gênero girassol em flor...
Meus olhos enxergavam como colírio
Refrescante tênue delírio d’AMOR
No olhar pureza brilho d’um lírio...


Dois foram os desejos concebidos
Mais um lírio aromatizava ‘alma
Beijos ávidos lábios cálidos
O mentor d’palavras dizia CALMA...

Três foram orações e cântico
Súplicas aladas com asas d’papel
Mais um sonho delírio romântico
Um encontro d’bem CASUAL...

Quatro foram quadras escritas...
Ouvi Anjos tocarem bolero d’Ravel
Ah!...Aqueles toques ás sifras...
O corpo esculpido ao CINZEL...

Cinco os céus entoou um MANTRA...
Anjos tocaram clarins em redondilha
Beijos d’festins colheitas e compra...
Fragmentos folhetim Eros armadilha...

Seis lírios alvorecidos cândidos
Híbridos sabidos boêmios ciganos...
Puros sangues brancos e tácitos
Poetas Têm corações d’MURANOS

Sete foram às juras os jurados
Sete vezes o choro ás lágrimas
A sentença convertida em LÍRIOS
Ás folhas d’outono esquálidas...

Oito flores d’liras abundantes 
Quarando lívida ao sol nascente
Alvejando os delírios d’AMANTES
Oito vasos d’primaveras somente...

Nove vezes reguei meu delírio interior
Contei os meses em tempo febril
A boca delirante sussurrava AMOR
Amei d’abril até abrir d’novo abril

Dez lírios brancos beijos instintivos
Sensitiva a mente sentia o profeta
Dezenas d’pensamentos primitivos
E o vento murmurava só delírios POETA...

Son Dos Poemas 

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