quarta-feira, 28 de outubro de 2015

PAÚRA



PAÚRA

Tenho medo no turno das criaturas...
Paúra noturna dos mistérios dos sete mares
D’ amnésia d’ não lembrar minhas loucuras 
Da felicidade que sinto voar pelos ares...


Tenho medo das vontades covardes
Fobia tenho de gente que parece normal...
Que dizem medo de gatos e coruja ás tardes
Não respeitam a natureza e acham tudo natural...

Tenho medo de gente viciada em mentir...
Tenho pavor de amizades fingidoras
Verdade tenho medo de não saber mais sorrir...
Falar d’ amor com a boca cheia de palavras frigídas

Tenho pânico e vertigens das alturas...
Dos tabus que envolvem as castidades
Ouvir virgens muito santas e puras 
Terror tenho de não enxergar óbvias verdades...

Tenho receio de não causar-te espanto algum...
De sentir ciúme e desaprender liberdade
Medo de perder você em canto nenhum
Encontrar-te no tempo da minha saudade...

Ah, paúra que me toma e causa surpresa...
Imaginar teu gosto diferente
Sabores das frutas amor de framboesa?
Teu sabor de gente que gosta de gente...

Temor sinto de não mais chegar agosto...
Na memória do teu beijo festim
Das tantas poesias dedicadas a mim
Pavor tenho de não sentir teu gosto d’ oposto...

Son Dos Poemas
SÓ Poesie

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