domingo, 11 de outubro de 2015

Vazio Do Nada






**VAZIO DO NADA - II PARTE**

Quiçá seria que o vazio pudesse dizer, pós angústias, tristezas, medos, desilusões, ocasionados pelas con-ting-ências do efêmero, nihilidades do real envolvido com a materialidade da imanência, seu mergulho no abismo outra intenção não seja senão procurar encontrar no nada alguma pectiva do vir-a-ser, alguma pers de quimera para alçar vôo, entregar-se e superar-se, libertando-se dos laços com a memória das situações e circunstâncias dos éritos do tempo, sendo ele apenas emocional e não psicológico, sendo ontológico e não psíquico, mas nada responderia o nada ao vazio, pois sua eidética é vivencial e não vivenciária, nela não habita qualquer fonte de salvação para o vazio, simplesmente se entrega ao efêmero, re-colhendo e a-colhendo dele as experiências adquiridas no estar-sendo no meio das coisas, no meio das ipseidades do ser-com as náuseas, vivências acumuladas no sendo-em-sendo das esperanças e sonhos do eterno, no picadeiro das dialécticas e contradições, dele adquirindo o verbo das possibilidades, expecativas de encontro com o horizonte do vir-a-ser.
Nada de eterno. Nada de etern-itude. Apenas etern-itudes que se pro-jetam no além, poiética da trans-cendência. E no mergulho do vazio no abismo ele intenciona o ente do transcendente com que per-vagar no baldio das contradições e dialéctidas da morte na alma, sonhando com a liberdade do corpo, encontro com a outra vida de prazeres e felicidade, o ser absoluto. O vazio protela éritos, tem-lhes na condição de sabedoria. O nada nada protela, nada posterga, sempre livre para o outro, outros do efêmero, substratos de suas con-ting-ências. O nada é a esperança, é o sonho virgem, a expectativa pura e poética da Verdade, verbo completo de modos para ser conjugado nas iríasis dos desejos, vontades, volos da esperança. O nada é a esperança da verdade, no tangente à metáfora do verso poético do sublime que eiva a vida de fantasias e sorrelfas, sob a luz cristalina do vir-a-ser, sob a ribalta da alegria ad-vinda dos pre-núncios e a-núncios das éresis dos echos do inaudito que só a "coruja" sabe com excelência cantar no seu galho da madrugada na esperança do alvorecer, o outro outro da vida que eiva o "nada" com dimensões sensíveis da sublim-idade que esplende suas miríades do uni-verso ao "nous" das querências, desejâncias do Amor pleno de absolutos do Ser. A vocação divinária do Ser-Espírito do Verbo.
Vazio do Nada. Liberdade de suprassumi-lo com a poiésis pética do amor plenamente entrege ao Efêmero, continuidade de Verbos e Modos do "Ser".


Manoel Ferreira Neto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário