quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Manhã d'Maio





Manhã d’Maio

Minha coleção de relíquias...
Um livro sedutor de poesias...
A caixa encefálica amarelecida
E o beijo na língua da despedida...

As margaridas recolhidas onze horas
Fechadas nos botões enverdecidos 
As horas macias garoadas n's auroras
E o mês das núpcias em poemas tecidos

Manhã de maio outono aconchego...
O sol logo cedo fazendo companhia
O friozinho de pré inverno café sôfrego...
Ainda me lembro do sonho floral que vestia...

A voz do vento assoviava em meu ouvido
A mesma canção que ouço agora... ”Ela”
Estremecia-me o ar boêmio e perfumado
A sina era escrita na estação mais bela...

O céu estrelava azul anil foi primeiro de abril...
O orvalho clareava os olhos espelhados
O clima alinhava manhã nos lábios primaveril 
Corria maio quase oito os dias floridos...

A colheita se fez e abril partiu em páginas lidas
Agora o novo é maio das orquídeas abridas
Aconchega a flor na lapela usa de estratagema
Voluptuoso inspira-nos escrever novo poema...
Maio...

SOn Dos Poemas 

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