DOCE DESVARIO
De forma alguma atenua
A avidez deste desejo
De lamber a pele tua
E degustar o teu beijo.
Deixa que, sonhando, eu pense,
Abastado de ilusão,
Que o teu corpo me pertence
No fervor desta paixão!
Deixa-me sonhar, enfim,
E sonhar, sonhar... até
Nada mais restar de mim.
Neste doce desvario,
Seja eu o igarapé
Desaguando no teu rio.
(R.M. Cardoso)
Encontro com a poesia

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