A POESIA DA VIDA
Dona Poesia, que és doce namorada,
Que és tão bela, e tão rica, minha deusa;
Desce do alto de quem és por realeza,
E me ames quanto a tenho por amada.
Conceda-me um só verso por grandeza,
Um poema de beleza inusitada;
Com que eu possa de sorte inesperada,
Fazer feliz a todos por empresa.
Que no seu canto se encante a dor doída,
E quem de triste se faça de contente,
E possa desse jeito enfim a vida;
Ser um fato de amor humanamente:
Que passe de tal modo embevecida,
Que não passe qual poesia de repente!
João Urague Filho


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