quarta-feira, 4 de novembro de 2015

LIBERDADE



LIBERDADE

De que adianta viver em liberdade,
Se preso estou a você por vocação;
Tenho o mundo aos meus pés por condição,
Mas gravito à tua volta por vontade.


Qual nuvem dou-me em asas de algodão,
Voejando por quimeras de verdade;
E tudo quanto sonho por vaidade,
Ofereço-te a ti tão rente o chão.

Conquanto voe, rastejo na tua mão,
Rogando dessa vida a brevidade,
Ardendo como um louco de paixão;

Que cuido ter no peito por piedade,
Algures que me cala na razão,
Pois que tu és minha própria liberdade!

João Urague Filho

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