terça-feira, 13 de outubro de 2015

Nas Areias Do Tempo



NAS AREIAS DO TEMPO

Nas longas estradas da vida
Vi meu amor por ali, caminhar
Carregando sonho e esperança
No fundo do alforje, sem pesar


Percorreu vales inteiros
Campos floridos e pradarias,
Áridos desertos, rios e outeiros
Mergulhou em tormentas e calmarias

Entres primaveras e verões
Repousou em tapetes naturais
Tecido no chão com as folhas secas
Que vestem as noites outonais

Meu amor escutou serenatas
Melodias dedilhadas em diapasão
Verteu lágrimas ao som de sonatas
No colo faceiro da solidão

Encantou-se com a força de Netuno
Banhou-se nas águas do belo mar
Adormeceu na cama de areia
Coberto pelo manto do luar

Pobre Orfeu, poeta apaixonado
Triste Pierrot sem Colombina
Ébrio largado nas vielas da vida
Um andarilho cumprindo sua sina

Nas areias do tempo, galopa o alazão
Deixa os rastros marcados, indelével amor
Nômade beduíno e sua eterna ilusão 
De um dia encontrar seu oásis sem dor

Beth Lucchesi

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