domingo, 11 de outubro de 2015

Cinzas Do Fim



CINZAS DO FIM

O olhar tristonho
Desenhando a saudade
Que a euforia proporcionou.
Os restos mortais
Do sentimento alegria
A alegria em despedida
Atrás do revés da folia.
O fervor do Frevo, do Axé
O pensamento inventado
Realçando o suingue mulher.
O Sambódromo em silêncio
A quietude das noites
Os restos do suor humano
Ainda mercam seus açoites.
A estrela da beleza humana
Ainda camufladas pela fama
Iluminadas pelo it da passarela
Perfeitos bumbuns, Everest mamas.
A alegria muda de cor
A ressaca provoca arrepios
Na Bahia, Em Recife, em casa
Em Sampa, na cama ou no Rio.
O lume perde o perfume
O cansaço com olor de acas
Nas emergências extras macas
Almas perdidas no espaço
Em forma de carcaças.
Os mentores dessa façanha
Sorridentes dos olhos aos pés
A ideologia bem maquiada
Dando como respostas, cinzas e invés.
Êta carnaval da vida deliciosa
Até parece que tudo foi gratuito
Mas depois virão os percalços
Por essas diversões no circuito.
A vida é uma folia
Que armamos para até sobreviver
Mas um dia viram cinzas
Deixando-nos sem saber o por que?

Danilo Evangelista..

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